Diogo Mateus Garmatz
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AS TREVAS DO ILUMINISMO

     É interessante que o marco para o que os historiadores chamam de Idade Contemporânea, a época em que o mundo atual vive, seja a queda da Bastilha, um episódio de um movimento revolucionário onde cabeças rolavam pelas praças de Paris com uma banalidade absurda.
   
Para a sorte dos revolucionários, havia entre os membros da Constituinte um médico, Joseph-Ignace Guillotin, e foi justamente ele que, em uma expressão de fidelidade e comprometimento com a causa, trouxe um toque de “humanidade” à Revolução. Guillotin colocou à disposição do movimento revolucionário seus conhecimentos em medicina, adaptando uma antiga ferramenta de execução para que ela ficasse mais eficiente e cumprisse seu objetivo da forma mais “moderna” possível. Daí o nome guilhotina,[1] uma singela homenagem a um célebre revolucionário como forma de reconhecimento por sua minuciosa contribuição que, não obstante pequena e reservada a meros detalhes, era carregada de uma profunda noção de “humanidade” e eivada de uma louvável “cientificidade”. O instrumento de morte se tornou de tal modo popular na França revolucionária, que pequenas guilhotinas de brinquedo eram dadas como presente para as crianças. Mais amável se tornava o presente se junto com ele viesse já um passarinho para ser decapitado. Ora, seria mesmo uma crueldade não dar à criança a oportunidade de ver seu brinquedo funcionando. Pensando nisso, o sábio e iluminado espírito da época se pôs carinhosamente a imaginar maneiras de agradar as criancinhas francesas; não demorou muito até que bonecas fossem preenchidas com um líquido vermelho, assim, quando a guilhotina de mentirinha decapitasse a boneca, a criança poderia se maravilhar vendo o sangue escorrendo pelo pescoço da infeliz.
     No Período do Terror da Revolução Francesa, houve dias em que mais de cem decapitações aconteceram em Paris; considerando o dia de 24 horas, isso significa que a guilhotina desceu sobre um pescoço a cada quinze minutos! Se se levar em conta que durante a madrugada não havia execuções, esse intervalo fica ainda menor. Assim, quem quisesse assistir à cena de ver uma cabeça sendo separada da espinha, poderia se dirigir à praça da cidade e não esperaria mais do que dez minutos até que tivesse essa oportunidade. De quebra, poderia ainda acabar cruzando com algum revolucionário comendo carne humana em alguma calçada, não por fome, mas por selvageria mesmo. Claro que tudo iria depender do fio da guilhotina, pois mesmo com as adaptações precisas feitas pelos médicos “humanistas” da Revolução, o fio da lâmina cansava com o excesso de trabalho, o que poderia não ser uma cena muito agradável de ser assistida, pois por vezes, embora muito raras, a lâmina precisava ser baixada mais de uma vez até que o corte fosse terminado, afinal, alguns pedaços de pele e carne apegados a vértebras, músculos e nervos, eram insistentes em continuar prendendo a cabeça ao pescoço. Mas quando a cabeça era seccionada e caía no cesto, o espetáculo estava garantido: agora alguém poderia agarrar a cabeça decapitada pelos cabelos ainda com sangue pingando e levantá-la para mostrar à multidão; era uma convulsão de êxtase e histeria. Mas poderia ficar ainda melhor? Ah, sempre pode ficar melhor! Os melhores eventos eram aqueles nos quais ao invés de a lâmina descer sobre o pescoço de simples cidadãos comuns, eram exibidas as cabeças de padres, reis e rainhas; a exibição da cabeça recém separada do corpo da rainha Maria Antonieta, por exemplo, foi celebrada com gritos de euforia e a multidão foi ao delírio! Ironicamente, toda essa sangria foi em nome de uma luta por igualdade, ou, como diriam os franceses, “Egalité, Liberté, Fraternité”. Mais tarde, um dos líderes mais sanguinários da Revolução Francesa, Maximilliem Robespierre, acabou também experimentando do próprio veneno viperino, o fio da guilhotina. Ele mesmo que entoava o lema jacobino de que “o homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”!
 
Voltaire, quando bradava “esmagai a infame”, negava estar incitando quem quer que fosse à violência física contra a Igreja Católica. Mas, quando os revolucionários de 1789 saíram incendiando conventos, destripando freiras e decapitando bispos, era esse grito que ecoava nos seus ouvidos e saía pelas suas bocas.[2]
 
     A presunção iluminista chamava a época que a antecedeu de Idade das Trevas, colocando na Igreja o rótulo de obscurantista, absolutista e anticientífica. Para se denegrir e legitimar a perseguição à Igreja, era conveniente construir estereótipos que desfigurassem a maneira como era vista a vida na Idade Média, fazendo com que o Iluminismo, assim, fosse ainda mais “iluminador”, não pela sua própria luz em si, mas pela densidade das trevas que ele se pôs a iluminar. A estratégia é simples, passa pela proporcionalidade inversa: Para se alavancar o caráter e a dignidade de uma pessoa, não é preciso enobrecê-la em quantidade ou qualidade, basta compará-la com outras pessoas e desmoralizar essas que servem de parâmetro para a comparação. Há um historiador holandês, Johan Huizinga (1872-1945), que escreveu uma obra fundamental sobre o Período Medieval, O Outono da Idade Média, onde ele detalha como era a vida cotidiana naquela época. Consultando-se as mais de seiscentas páginas da obra de Huizinga, vê-se o quão gritante é a dissonância entre o estereótipo que foi criado pelo Iluminismo e o que o registro histórico conta acerca do Período Medieval:
 
Os grandes fatos da vida — o nascimento, o matrimônio, a morte — eram envoltos, por obra dos sacramentos, no esplendor do mistério divino. Mas também os menores — uma viagem, uma tarefa, uma visita — eram acompanhados de mil bênçãos, cerimônias, ditos e convenções. Contra as calamidades e as privações, havia menos lenitivos do que agora; e elas eram mais opressivas e cruéis. O contraste entre a doença e a saúde era maior; o frio severo e a escuridão medonha do inverno eram males mais pungentes. Honra e riqueza eram desfrutadas com mais intensidade, mais avidez, pois destacavam-se da pobreza e da degradação circundantes com maior veemência do que hoje. Um manto de pele, um fogo brilhante na lareira, bebidas, pilhéria e uma cama macia ainda conservavam aquele alto apreço pelos prazeres da vida, que o romance inglês soube perpetuar vividamente.
E todos os elementos da vida mostravam-se abertamente, com alarde e crueldade. Os leprosos chacoalhavam suas matracas e saíam em procissão, os mendigos lamuriavam-se nas igrejas e expunham suas deformidades.
Assim como o contraste entre o verão e o inverno era mais severo do que para nós, também o era o contraste entre a luz e a escuridão, o silêncio e o ruído. A cidade moderna praticamente desconhece a escuridão e o silêncio profundos, assim como o efeito de um lume solitário ou de uma voz distante.
E, numa sequência ininterrupta, as execuções. O fascínio cruel e a compaixão grosseira diante do patíbulo eram um elemento de peso na dieta espiritual do povo. Era um espetáculo da moral. Para crimes hediondos, a justiça inventara punições horríveis; em Bruxelas, um jovem incendiário e assassino foi acorrentado a uma estaca giratória no meio de um círculo de feixes de madeira em brasa. Com palavras comoventes, ele se apresentou como exemplo ao povo e tanto “enterneceu os corações, que todos se desfizeram em lágrimas de compaixão, e seu fim foi considerado o mais belo que jamais se vira”. Em 1411, o senhor Mansart du Bois, um armagnac, decapitado em Paris durante o regime de terror dos duques da Borgonha, não somente perdoou de bom grado o carrasco (como este lhe rogara, seguindo a tradição), como ainda pediu que lhe desse um beijo: “havia uma multidão, e quase todos choravam lágrimas cálidas”.
Quando o santo dominicano Vicente Ferrer vem pregar, o povo, os magistrados, o clero — dos bispos aos prelados — recebem-no com cânticos de louvor. Ele viaja com um séquito numeroso que todas as noites, depois que o sol se põe, circula em procissão com cantos e flagelações. A rotina de trabalho é interrompida quando ele faz seus sermões. Era raro que não levasse os ouvintes ao pranto; e, quando falava do Juízo Final, das penas infernais ou da Paixão de Cristo, tanto Ferrer como os ouvintes choravam tão copiosamente que ele era obrigado a se calar por um bom tempo, até que o pranto cessasse. Malfeitores se jogavam ao chão perante os presentes e confessavam em lágrimas seus grandes pecados.[3]
 
     O mais infame aspecto da campanha de difamação erigida pelos iluministas se refere à Inquisição, como se a Igreja caçasse “cientistas”, pesquisadores e estudiosos para queimar, simplesmente por discordar deles. Ora, a Inquisição durou quatro séculos em mais de vinte países diferentes e condenou cerca de 20 mil pessoas. Em uma época em que pessoas eram condenadas à morte sem nenhuma chance de defesa, a Inquisição veio justamente para dar ao acusado a chance de se defender, de expor sua versão dos fatos. Mais ainda, a Inquisição só tinha jurisdição sobre membros da Igreja Católica, e ao acusado era dada a oportunidade de confessar seu erro e corrigir sua heresia, sendo que, se assim o fizesse, ele era perdoado e nada lhe acontecia. Somente se o acusado se recusasse a uma retratação e insistisse na heresia, ele era entregue ao braço secular do Estado para que esse, e não a Igreja, executasse a pena capital. O mundo contemporâneo se mostra estarrecido com a Inquisição, mas faz vista grossa para o fato de que em um único ano da Revolução Francesa (1793-1794) cerca de 20 mil pessoas foram assassinadas, sendo a maioria esmagadora guilhotinada. Um único ano, um único país. Isso supera proporcionalmente em muito os quatro séculos da Inquisição que instalou tribunais em mais de vinte países. Assim se vê o sucesso da campanha difamatória empreendida pelos iluministas, não é por ignorância que tais fatos são escamoteados, é por pura malícia mesmo. Atualmente, o assassinato foi banalizado, só no Brasil, em apenas um ano, chegou-se a registrar mais de 60 mil homicídios! Mesmo assim, os quatro séculos em que funcionou o Tribunal da Santa Inquisição na Idade Média são tidos como a terrível Idade das Trevas, como se hoje o mundo fosse tão iluminado pelo racionalismo quanto um sol, a ponto de se ter que olhar para ele espalmando a mão como sombreira para não se ter os olhos ofuscados por tão irradiante brilho!
     Outro evento erroneamente atribuído à Idade Média é a Caça às  Bruxas, que aconteceu já na Idade Moderna e nada tem a ver com o Tribunal da Santa Inquisição. O livro Malleus Maleficarum, conhecido como O Martelo das Bruxas, foi escrito em 1487 por Heinrich Kramer e James Sprenger. Ele prescreve como identificar, capturar e exterminar uma bruxa, receitando a fogueira como morte eficaz para que ela não volte à vida. O Malleus foi proibido pela Igreja Católica, inserido no Codex Librorum Pohibitorum, e seus autores foram excomungados da Igreja. Mesmo assim, o Martelo das Bruxas foi impresso várias vezes e continuou sendo usado por séculos, especialmente pelos calvinistas reformados. Enquanto na Inquisição a confissão resultava em perdão e evitava a pena capital, na Caça às Bruxas a confissão era arrancada por meio das mais variadas e terríveis torturas, seguindo as recomendações e receitas  do próprio Malleus Maleficarum, o que dificilmente dava chances para que alguém escapasse das labaredas das fogueiras.
     Poderiam então as Cruzadas conferir escuridão á Idade Media?  Seriam os cruzados assassinos conquistadores que levavam a morte e a destruição a lugares distantes em nome da Igreja, da Fé e de Cristo? A resposta é que as cruzadas não foram um ataque gratuito aos povos islâmicos. Os muçulmanos já haviam, séculos antes das cruzadas, precisamente desde o Século VIII, tomado quase toda a Península Ibérica, depois de já terem dominado o norte da África, escravizando os europeus. Jerusalém estava em posse dos muçulmanos e eles haviam proibido o acesso e a visita de qualquer cristão aos lugares sagrados. A expansão árabe tratou primeiro de espalhar a escravidão entre os negros da África subsaariana, onde escravizaram cerca de 17 milhões de negros. O antropólogo senegalês Tidiane N’Diaye escreveu recentemente um livro intitulado Le Génocide Voilé (O Genocídio Ocultado), onde desvenda um assunto até pouco tempo evitado, a escravização muçulmana. Segundo o antropólogo, os escravos eram castrados e apenas 1 a cada 5 sobreviviam ao procedimento. Segundo N’Diaye, que também muçulmano, era justamente nisso que residia o genocídio, pois essa operação determinava a extinção da raça negra nos países para onde eram levados como escravos.[4] Esses países incluíam todo o mundo árabe, a Pérsia, a Turquia, a Índia e, desde que sobrevivessem à travessia do deserto do Saara, eram também levados para o norte da África, Argélia, Tunísia, Marrocos, Líbia e Egito. Quando se voltaram em direção à Península Ibérica, os exércitos muçulmanos que espalharam o terror na Europa e escravizavam europeus eram já compostos por árabes, mouros do norte da África e por negros da África subsaariana convertidos ou forçados a se converterem ao islã, pois “quem se submetesse ao Islão poderia teoricamente escapar da escravidão”. Quando já em território europeu, os muçulmanos escravizaram os europeus e enviaram as mulheres europeias para alimentar os haréns dos sultões árabes. “O Alcorão nunca proibiu a escravidão. Ao contrário, muitas passagens do Alcorão incentivavam a escravidão de não muçulmanos”. Só depois de séculos de ataques, mortes e destruições como nunca dantes vistos na Europa, é que os estados eclesiásticos tomaram uma atitude para manter viva a herança da civilização greco-romana e para defender  a existência do cristianismo. A Europa já havia testemunhado a selvageria dos vikings, já havia sangrado nas mãos dos hunos, já havia sido dominada pelo Império Romano, mas nada se comparava ao que os muçulmanos faziam. Quanto à conversão à fé islâmica, não havia opção, ou aceitava-se ou perdia-se a vida; na melhor das hipóteses, o infiel tinha de viver à margem da sociedade, na condição de sub-humano, isso se não fosse feito escravo. As cruzadas surgiram como uma resposta à agressão muçulmana, séculos depois de os invasores incendiarem cidades, destruírem igrejas, escravizarem pessoas, assassinarem cristãos e transformarem milhares de europeias em escravas sexuais.
     Quando, tanto os revolucionários e iluministas franceses se voltavam contra a Igreja acusando-a de perseguidora e assassina, omitiam o fato de que antes da oficialização da religião cristã pelo Imperador Teodósio I em 380 d.C., os cristãos eram perseguidos pelo Império Romano, queimavam como fogueiras vivas nos jardins de Nero, eram mortos com cera quente, decapitados com espada, exilados em ilhas selvagens para morrerem, imersos em tonéis com óleo fervente, crucificados, apedrejados, mastigados pelos leões no coliseu. Ainda hoje, cristãos são executados nas mãos de extremistas islâmicos e regimes comunistas. Os cristãos são um dos povos mais perseguidos do mundo, sendo sempre um dos primeiros a serem mortos quando há uma revolução. Eles amargaram, desde seu advento, milhares de vítimas e, ainda assim, não é raro encontrar quem acuse a Igreja de  ser violenta e persecutória.
     Os iluministas omitiam mais: a Igreja Medieval foi a responsável pela criação das primeiras universidades do mundo, ensinando nelas inclusive medicina, o chamado Período da Medicina Monástica, e isso porque a Igreja foi a responsável durante séculos pelos hospitais, chegando a ter em muitas de suas catedrais e mosteiros um hospital anexo, além de ser a única instituição a manter leprosários. Conforme escreveu o professor Felipe Aquino (2018) em seu livro A História Que Não Foi Contada, onde surgia um mosteiro, ali também surgiam escolas, hospitais, abrigos para os estrangeiros e postos de socorro para os órfãos e os pobres.
     Quando diante dos ataques dos iluministas e revolucionários franceses a Igreja ficou em silencio, condenou não só muitos de seus membros à guilhotina, mas permitiu que manchassem de tal forma sua imagem que até hoje o iluminismo é visto como o auge da razão e o medievo como o império da escuridão liderado pelo cristianismo.
 
Foi tão pesada a carga de invencionices, chacotas, lendas urbanas e arremedos de pesquisa histórico-filológica que se jogou sobre a Igreja Católica que os padres e teólogos acabaram achando que não valia a pena defender uma instituição venerável contra alegações tão baixas e maliciosas. Resultado: perderam a briga. O contraste entre a virulência, a baixeza, a ubiquidade da propaganda anticatólica e a míngua, a timidez dos discursos de defesa ou contra-ataque, marcou a imagem da época, até hoje, com a fisionomia triunfante dos iluministas e revolucionários. Pior ainda: recobriu-os com a aura de uma superioridade intelectual que, no fim das contas, não possuíam de maneira alguma.[5]
 
     Não deveria causar admiração, portanto, o fato de o século XX prosseguir com a matança banalizada pela Revolução Francesa. O advento de novas ideias revolucionárias, como o nazismo e o fascismo, transformaram o mundo em um grande cemitério a céu aberto, um banquete farto e convidativo para os urubus e os vermes da terra.
     Quando se soma às duas grandes guerras mundiais os mortos pelo comunismo, a quantidade alcança proporções estratosféricas. Mas ainda mais interessante é que nos regimes comunistas o grosso do morticínio aconteceu em tempos de paz! Tempos em que não havia guerra declarada, não estavam nem em campanha de expansionismo nem estavam sendo invadidos por forças estrangeiras. Não, definitivamente, não. Era o regime que matava seus próprios cidadãos desarmados! E o fazia em nome, justamente, da paz! Aliás, no século passado, pouco importava se os tempos eram de guerra ou eram de paz, pois...
 
 É só nominalmente que guerra significa morticínio e paz significa tranquilidade e segurança. As guerras, no século XX, mataram 70 milhões de pessoas. É muita gente. Mas 180 milhões, mais do que o dobro disso, foram mortos pelos seus próprios governos, em tempo de paz e em nome da paz.[6]


 
Citações e notas:
 
[1]Há controvérsias quanto ao verdadeiro “engenheiro” da peça. Há fontes históricas que atribuem a adaptação do instrumento a Antoine Louis, que também era médico.

[2]Carvalho, Olavo de. O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota. Organização Felipe Moura Brasil – 27a ed. Rio de Janeiro-RJ: Editora Record LTDA, 2017. Pág. 414.
 
[3]Huizinga, Johan. O Outono da Idade Média — Estudo Sobre As Formas de Vida e de Pensamento nos Séculos XIV e XV na França e nos Países Baixos. São Paulo–SP: Cosac Naify, 1997. Págs. 10, 11, 13, 16.
 
[4]O antropólogo relata que: “A história da escravatura islâmica é a maior da história, durou mais de 13 séculos e teve muito mais vítimas do que a escravidão para a América, que durou 4 séculos. E a pior parte é que a maioria dos escravos eram castrados e infelizmente não era permitido terem filhos. Os árabes e os africanos do norte eram racistas. Eles odiavam gente negra. Por isso é que eles não permitiam que os negros tivessem filhos em seus países.” A entrevista onde o antropólogo senegalês Tidiane N’Diaye fala sobre esse fato histórico é parte de um vídeo intitulado “Escravidão Islâmica em África, o Genocídio Oculto”, que pode ser visto no Youtube, com legendas em português, acessando-se o seguinte endereço eletrônico: https://www.youtube.com/watch?v=fm6SNCR-_J0.
 
[5]Carvalho, Olavo de. Opus Citatum. Pág. 417.
 
[6]Ibidem. Pág. 357.
Diogo Mateus Garmatz
Enviado por Diogo Mateus Garmatz em 07/04/2020
Alterado em 24/05/2020
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