Diogo Mateus Garmatz
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COMUNISMO E MORTE
    
    O mais interessante nos regimes comunistas é que o grosso do morticínio aconteceu em tempos de paz! Tempos em que não havia guerra declarada, não estavam nem em campanha de expansionismo nem estavam sendo invadidos por forças estrangeiras. Não, definitivamente, não. Era o regime que matava seus próprios cidadãos desarmados! E o fazia em nome, justamente, da paz! Aliás, no século passado, pouco importava se os tempos eram de guerra ou eram de paz, pois...
 
     É só nominalmente que guerra significa morticínio e paz significa tranquilidade e segurança. As guerras, no século XX, mataram 70 milhões de pessoas. É muita gente. Mas 180 milhões, mais do que o dobro disso, foram mortos pelos seus próprios governos, em tempo de paz e em nome da paz.[1]
 
     O livro negro do comunismo, já nas primeiras páginas, registra os números das mortes causadas por essa ideia assassina:
 
     Podemos estabelecer os números de um primeiro balanço que pretende ser somente uma aproximação mínima e que necessitaria ainda de uma maior precisão, mas que, de acordo com estimativas pessoais, dá uma dimensão da grandeza e permite sentir a gravidade do assunto:
 
-URSS, 20 milhões de mortos,
-China, 65 milhões de mortos,
-Vietnã, l milhão de mortos,
-Coreia do Norte, 2 milhões de mortos,
-Camboja, 2 milhões de mortos,
-Leste Europeu, l milhão de mortos,
-América Latina, 150.000 mortos,
-África, l,7 milhão de mortos,
-Afeganistão, 1,5 milhão de mortos.
 
     O total se aproxima da faixa dos cem milhões de mortos. Essa escala de grandeza recobre situações de grande disparidade. É incontestável que, em valor relativo, o "troféu" vai para o Camboja, onde Pol Pot, em três anos e meio, conseguiu matar da maneira mais atroz — a fome, a tortura — aproximadamente um quarto da população total do país. Entretanto, a experiência maoísta choca pela amplitude das massas atingidas. Quanto à Rússia leninista ou stalinista, ela dá calafrios por seu lado experimental, porém perfeitamente refletido, lógico, político.[2]
 
     Tantas mortes. Tudo em nome de uma ideologia. Em nome de um regime. Em nome de uma causa. Uma causa que prometia justiça social, esperança, igualdade, um mundo melhor e mais humano...
 
     A mais criminosa ilusão da modernidade foi persuadir os homens de que podem enobrecer-se mediante a identificação com uma “causa”, quando na verdade, todas as causas, enquanto nomes de valores abstratos, só adquirem valor concreto pela nobreza dos homens que a representam.[3]
 
     Conquanto o comunismo hoje já não seja mais uma ideologia, mas uma cultura, toda essa mortandade, que vem desde a modernidade e adentra a contemporaneidade, teve suas origens em ideias. Ideias que parem e amamentam assassinos.
 
[1]Carvalho, Olavo de. O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota. Organização Felipe Moura Brasil – 27a ed. Rio de Janeiro-RJ: Editora Record LTDA, 2017. . Pág. 357.
 
[2]Courtois, Stephane. O livro Negro do Comunismo: Crime, Terror e Repressão. Tradução de Caio Meira. Rio de janeiro-RJ: Bertrand Brasil, 1999. Págs. 6, 7.
 
[3]Carvalho, Olavo de. Opus Citatum. Pág. 141.
Diogo Mateus Garmatz
Enviado por Diogo Mateus Garmatz em 04/04/2020
Alterado em 14/08/2020
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